sábado, 23 de abril de 2016

VERMELHO OU VERDE?


É desgastante isto que acontece nas mídias sociais e em todo lugar onde tem dois ou mais reunidos afim de se posicionarem: Ou são esquerda ou direita. Ou é deputado Bolsonaro  ou Jean Willis. Ou é feminista esquerdista ou é  sei lá o que, que é  contrário disso. Que prazer é  este nesta guerra?
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Mas o que estou dizendo? Esta guerra está dentro das organizações  religiosas onde se prega o amor de cristo!  Antes mesmo deste cristo que veio pregar o amor, Deus e o diabo se já se degladiam na fantasia dos crentes. É  uma luta desde que foi necessário  um povo subjugar o outro em nome de Deus.
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Assumimos isto como verdade e  fazemos disso uma diretriz?  A luta do bem e do mal precisa ser vencida na primeira infância  gente! Esta guerra não leva a nada pois o bem e o mal coexistem. Onde há sombra existe também a luz.  A vida é  bem mais que está polaridade. Nós mesmos somos um universo de matizes.
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Você não precisa cair em todas as falácias. Ignore. Não  precisa se posicionar de algum lado todas as vezes. Não  precisa obrigar outros a ficar do mesmo lado de você para salvá los do mal dos contrário! !! Vc pode escolher vários  caminhos do meio e semear mais paz.
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Manejar esta luta dos contrários pode acontecer quando  tocarmos o bem e o mal dentro de nós  antes de expressar no facebook.  É  o único lugar onde bem e mal poderão  se resolver e a paz reinará do lado de fora.
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www.glauciaribeiro.com.br

segunda-feira, 28 de março de 2016

AUTO RESPEITO

O auto respeito  é  o que podemos fazer de melhor por nós mesmos. Inundados em conceitos e regras  sociais o homem moderno  desaprende o valor de si próprio. A competição  é  tanta!
As instruções do bom comportamento são  diretos e persuasivos. As pessoas vão  se esquecendo da própria dor e passam a cobrar de si mesmas uma posição madura e adulta  que nem está pronta para dar mas que o mundo lhes exige.
A maturidade  é  antes de tudo a consciência das próprias feridas que sangram pela vida a fora sob o jugo social. Para ter esta consciência é  necessário  a prática da auto observação.
Pare, ponha foco em você, respire e sinta o sangue nas veias, os músculos no corpo, os órgãos internos funcionando, os pés  no chão, os ossos sustentando a musculatura.
Nesta "vibe" respeite este veículo de expressão no mundo. Você só pode existir  neste mundo a partir da consciência de estar  nele do jeito que pode e sabe.

domingo, 20 de março de 2016

RECIPROCIDADE


Qual o preço  do compromisso? A que custo tomamos a coragem da entrega? O compromisso do sim ou do não  é  antes de tudo um ato de auto respeito. É um ouvir, acolher e receber em primeira instância. É um estar pronto para dar.
Muitas vezes esperamos  a vida nos ensinar a duras penas sobre a  lei de reciprocidade. É que no decorrer desta vamos aprendendo a esconder  anseios, vontades e insatisfações em favor de não  criar "climao". Vamos ficando frios, duros, ressecados com as expectativas do outro, afinal isto não  é  nossa responsabilidade.   Pequeno (criticado) Príncipe sentenciou: "tu te tornas eternamente responsável pelo que cativas...!" Que medo disso!
Por um lado é justo nos preservamos,  por outro  só temos olhos para nossas próprias possíveis  feridas O que nos faz solidão.   Tudo que não é nosso torna - se feio ou irrelevante. Talvez seja este o mal do século: o narcisismo.
Narciso foi um "carinha mitologicamente grego" que um dia encantara-se consigo mesmo num lago e hoje, e em sociedade midiática, se potencializa num relacionamento sério  com a câmera e superficial com as pessoas de carne e osso.  Sim, é bem mais fácil trocar confidências no snap pois podemos editar, colocar filtros e tem um "deley" bacana  para permitir  ajuste em nossas máscaras. Duro é quando somos jogados na vida sem câmera. .. a nua e crua verdade nos aflige e fugimos... e congelamos. Alguns de nós, atacamos feito bestas feridas.
 É que pessoas de carne e osso  podem tirar nossa liberdade se dermos a elas alguma. Podem nos usurpar, roubar nosso tempo, nosso espaço, que  vigiamos feito os cães danados que vigiam seu território.
Vamos ficando mal educados, grosseiros, sozinhos em nossa individualidade.  Amanhã acordamos vazios e ansiosos em busca de mais uma relação  excitante com a câmera que no fim não  compensa a necessidade  de compartilhamento de nosso Ser. Recebemos conforme somos capazes de dar. Reciprocidade.
É  uma faca com dois gumes. Nos  protegemos  da ferida do abandono abandonando antes para não  sermos abandonados.
Pra que né? 

By eu mesma.

sábado, 19 de março de 2016

CONVERGÊNCIA



Atire a primeira pedra quem nunca defendeu uma idéia como se fosse seita.
Estamos perdidos em pequenas seitas pessoais pela vida a fora.
A empresa que trabalhamos é  a melhor  e não posso ao menos ser vista com pessoas da empresa concorrente.
Minha abordagem nutricional é  mais eficaz que a sua e não posso aceitar que você não siga a minha.
Minha igreja é  a certa e não consigo  ver a verdade de nenhuma outra. Aliás eu falo bastante da minha para não te escutar.
Meu Boi Vermelho  se.wscrevw com letra maiúscula e  melhor que o contrário. Por isto já morreu gente num "risca faca", acreditem. (Mas meu boi é  Garantido mesmo.)
Minha concepção politico- filosófica é  a mais democrática enquanto a sua é  facista. 
Assim estamos pela estrada afora, nos organizando de maneira sectária e dolorosa.
Eu pelo menos estou  revendo as minhas seitas. O universo  é  uno. Somos todos um só apesar das mínimas diferenças individuais.
Se meu grupo perde também o seu perde  junto. Se seu grupo está errado parte do meu também está. 
Vamos nos ver sob o ângulo da convergência e não sob a força da polaridade? 
By eu mesma.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

VOU-ME

Vou-me nesta estrada infinita de infindas paragens
Jornada longa ou triste chora
Choram em mim perdas as ilusões
Sonhos infantis, de milagres e doces
Vou-me nestas curvas
Em brancas nuvens
Cinzas
Vou-me

domingo, 25 de outubro de 2015

MULHER

Quando puder não mais chamar-te

Quando puder  caminhar de olhos postos no hoje


Sou andorinhas no céu

O grito   saltará do peito
A voz   livre das entranhas

Sou brasas  nas veias

E quando este, o sol se põe
e a barra do dia surge no horizonte


Sou mullher

terça-feira, 13 de outubro de 2015

"ASAS"

Os estados emotivos da alma são proporcionais à nossa capacidade de presença no mundo, onde estes são guias para o bem viver. Ou podemos nos identificar com os pensamentos, como se estes tivessem vida própria, capaz de vida e de morte sobre nossas paixões. o texto abaixo de minha amiga Rejane, ilustra preciosamente a nossa capacidade de sermos livres. "Passarinho tem asas do lado de fora. A gente, do lado de dentro."

Por REJANE NEVES


https://www.facebook.com/rejane.neves.

"Eu estava triste, o coração apertadinho, o tempo chuvoso no rosto. O pensamento andando em círculos em torno de um único ponto. Na berlinda, um daqueles problemas que a gente precisa resolver, mas não tem a mínima ideia de como. Daquele tipo espaçoso, metido à besta, que diz ser maior do que nós e a gente quase acredita. Todo mundo se depara com um mentiroso desses, de vez em quando. Eles não são seletivos, batem em tudo o que é porta. Astutos, encontram um jeito para entrar mesmo quando tentamos impedir. Alguns nem são novos como o impacto do desconforto faz parecer. Reaparecem, de tempos em tempos, com novidades da versão atualizada do seu programa. Novidades que, às vezes, tornam um pouco mais complicado o que já era difícil.

Eu estava lá há um tempão, olhando para o dito cujo, assustada como um passarinho que se flagra num alçapão. Não conseguia ver um fiapo que fosse de outra coisa qualquer além dele. Problema espaçoso, metido à besta, é assim: se a gente lhe der muita confiança, ele monopoliza o tempo do nosso olhar sem nenhum constrangimento. Mas, de repente, eu cansei do cativeiro. Da tristeza. Do aperto. Da chuva no rosto. Por algum lampejo de lucidez, percebi que nada daquilo me ajudaria a solucioná-lo naquele momento, embora fosse o que eu mais quisesse. Só se o gênio da lâmpada aparecesse ali e me concedesse um pedido, mas como a lâmpada mais próxima ficava no lustre, desconfiei não poder contar com aquela alternativa. Foi aí que peguei caderninho que uma amiga me deu (trouxe da Europa).

Comecei a escrever meio desanimada, um rabisco aqui, outro ali, a emoção atrapalhada pelos respingos da tristeza, mas sem me importar com o detalhe de não saber escrever de verdade. Depois de alguns minutos, envolvida com a brincadeira, eu já não sentia tão intensamente o peso do tal problema, aquele que eu não poderia resolver de uma hora pra outra. Não demorou para que o meu coração ficasse mais solto e o tempo chuvoso me desse uma trégua. Não foi mágica, apenas uma mudança consciente de foco. Troquei de canal para levar minha vida pra passear um pouco. Para soprar algumas nuvens. Para respirar melhor. Ao permitir que o pensamento se dissipasse, abri espaço para mudar meu sentimento. O problema continuava no mesmo lugar; eu, não. Nós nos encontraríamos outras tantas vezes até que eu pudesse solucioná-lo, mas eu não precisava ficar morando com ele enquanto isso.

Os pensamentos preparam armadilhas pra gente. Ao cairmos nelas, nos enredamos de tal maneira que esquecemos ser capazes de sair de lá. A vastidão da nossa alma fica reduzida a um cubículo, como se não tivesse espaço suficiente para abrigar uma variedade de sentimentos. Passamos a nos comportar como se tivéssemos apenas um lápis de cor e não a caixa inteira. Nós nos apegamos a alguns pensamentos e lhes conferimos exclusividade. Nós lhes damos o cetro e a coroa e afirmamos o seu poder sobre as nossas emoções. Ficamos presos neles, feito passarinho quando cai no alçapão. A diferença é que, por mais que tente, ele não pode sair de lá sozinho, ao contrário de nós. Passarinho tem asas do lado de fora. A gente, do lado de dentro.

Ps: uma amiga me perguntou:
-porque você posta textos tão grandes,? ninguém lê!
Eu só sei rabiscar com sentimento inteiro..."

Obrigada Rejane por tão bela reflexão. Estamos juntas nesta.
Glaucia Ribeiro

domingo, 11 de outubro de 2015

MEDO

Eis que dói o medo.
Vermelho,
Sangue,
(Feito jorro das entranhas), pulsa!
Pulsa (de vida ou de vergonhas ) viceral Entrega-se  em morte no leito!
Sombra e dor a rasgar-se de prazer.
Foto:
"Onde há  medo há  prazer." Por Nilton Ferreira
(Em cabaça e papel mache)

domingo, 4 de outubro de 2015

DEUS, HOMEM E O DIABO

Poetas, filósofos, psicólogos, mestres de todas as formas e tipos de ciências  têm  se esforçado ao longo da humanidade para compreensão melhor do Homem, de Deus e do Universo. De fato no "frigir dos ovos" sempre chegamos ao mesmo ponto: Somos ao mesmo tempo Deus, Homem e o Diabo (Título de uma das obras de Reich). Um ser completo  em amor divino, sabedoria e trabalho.
Nos dias de hoje parece que cada vez mais estamos nos perdendo em identidade  e em conexão  com esta singularidade.  São  tantas as razões que podem estar em nossa educação, nossos vínculos primordiais, nossa louca sociedade do consumismo. Não  importa muito. A vida é  esta que temos para viver e neste contexto talvez precisemos de ajuda realmente.
A psicoterapia nos favorece a tomada de conciência  desta dimensões, facilitando a autopercepção sobre esta tríade. Quando estamos capazes de compreendermos o que pensamos, o que sentimos e o que fazemos podemos integrar estas dimensões  e por sua vez nos mantemos em sintonia com as regras do universo. A vida se expressa em energia pura que precisa circular nestas três dimensões  por uma só  "avenida", a auto percepção.
Quem quiser, palavras chaves para estudos:  Reich, Lowen, Bionergetica

terça-feira, 29 de setembro de 2015

PSICOTERAPIA E DESENVOLVIMENTO

Nosso corpo guarda  emoções, afetos, dores e amores. Ao nos movimentarmos, nos expressamos e  temos a oportunidade  de visitar nossos conteúdos mais íntimos oportunizando aprendizados, curas, evoluções  e maior sabedoria a partir do auto conhecimento e auto-observação.
Nosso corpo carrega histórias,  memórias  próprias  independentes de nossa consciência  que podem ser responsáveis por sintomas de desadaptação social, emocional  e/ou física. 
A psicoterapia  corporal portanto, trabalha focando a expressão energética corporal  através de exercícios e movimentos apropriados. Ao permitirmos a expressão  energética  do corpo  liberamos bloqueios variados,   promovendo livre curso para uma vida mais saudável e plena.
Glaucia Ribeiro
Psicóloga
Crp 002064