domingo, 23 de dezembro de 2012

A (DEUS)





Um brinde ao destino que nos reserva cravos, flores e espinhos de esperança e de fé que  sobrepõe as mágoas, deixando um rastro almiscarado de saudade e de dever cumprido.
O abandono faz parte da vida e da morte. 
Apenas mais um pesar. 
O A(Deus) vai acontecendo aos poucos. Como uma folha levada por uma brisa suave.
Como uma fumaça que se espalha pelo céu. Apenas um pesar. 
O A(Deus) é plenitude para quem fez sua parte, gozou oportunidades, secou o mel que lhe coube.
Como o um pássaro que renova suas penas na espera de outros dezembros que se sucederão até que o fim lhe seja inevitável, o A(Deus)  é transformação para estado rarefeito escondendo-se nas entranhas do espírito que se revelará no paraíso divino.
GR

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

ADEUS ANO VELHO, FELIZ ANO NOVO


Adeus ano velho, feliz ano novo 


2013 chega  rápido e promissor. Mais um ano! Ou, apenas mais um ano. Vem carregado de esperanças como todos os anos passados e futuros.

No Brasil, Babalorixás jogam os búzios; cartomantes põem as cartas. As igrejas estão cheias. Pastores e padres rezam, ensinam a rezar. Todos pedem paz e prosperidade.
Esperança é o nome que traduz. Nosso país está falido, e isto só digo por que sou trabalhadora, mãe, dona de casa e sei quanto custa o tomate. Ainda bem que não sou economista para saber o quanto nosso país está falido.
Está falida também a educação. A da escola, a da Igreja e a da família. As escolas são sítios de insegurança; as Igrejas sítios de ignorância e a família… Ah! A família está perdida no caminho do trabalho, no trânsito, no Google ou diante dos programas de TV. Estes,  feitos para substituir as brincadeiras infantis, deixando os filhos quietos enquanto os pais trabalham, ou leem o jornal. Se “ser digno é obter merecimento ético por ações pautadas na justiça, honradez e honestidade” estamos confusos em nossos valores, talvez nos perdendo de nossa história em meio a tantas informações e opiniões.
E agora?
Como ficamos, você e eu neste contexto? Quem vai nos salvar? O que vai nos salvar?
Lembro-me que na faculdade estudamos os filósofos e este texto foi o que mais me marcou: “Só através do trabalho é possível a recuperação de nossa dignidade.” Friederich Engels, 1876 em O Papel do Trabalho na Transformação do Macaco em Homem, postula com assertividade que “’O trabalho é a fonte de toda riqueza’, afirmam os economistas. Assim é, com efeito, ao lado da natureza, encarregada de fornecer os materiais que ele converte em riqueza. O trabalho, porém, é muitíssimo mais do que isso. É a condição básica e fundamental de toda a vida humana. E em tal grau que, até certo ponto, podemos afirmar que o trabalho criou o próprio homem.” Não há duvidas, é no trabalho que podemos encontrar novos caminhos, pra uma sociedade melhor e mais justa.
Resta, portanto uma questão: Se quem vai nos salvar é o trabalho, quem salvará o trabalho? Como gotas do oceano (que é por identidade exatamente o próprio oceano), este papel é de cada um que se propõe à consciência maior de que somos dotados de muito mais que inteligência cognitiva – somos capazes de transcender a própria sabedoria. Vivermos valores coerentes com ética, respeito e diferenças. Precisamos apenas exercitar a humildade. Se todos se integram neste pensamento, como um origami cheio de cores e efeitos, haveremos de construir o futuro promissor para as próximas gerações. Em 2013, 2014, 2015 e sempre.
Pensemos nisto! Vamos buscar, com o que há de bom em nós, a centelha divina – ela está dentro do peito, assim como as próprias sombras que é parte de nós. Reflito eu, reflitamos nós: Precisamos encontrar o caminho de felicidade, prazer e dignidade, mas isto não está catalogado no GPS.
Feliz 2013.
Gláucia Ribeiro é Gerente de RH do Grupo Empreza/ Goiânia
Revisão: Rosi de Moraes – jornalistahttp://www.empreza.com.br/blog/2012/12/adeus-ano-velho-feliz-ano-novo/

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O FIM DO MUNDO



Em vésperas de fim do mundo e eu  aqui fazendo discurso. É que não faz a menor diferença se acabará amanhã ou depois da manhã. Já vem acabando há muito tempo. Convivo todos os dias com pessoas em desequilíbrio, que precisam se cuidar e de cuidados. Elas me  deixam “mordida” por se envolverem em seus míseros problemas, assim como eu mesma o faço e isto já bem o reflexo do final dos tempos quando, segundo as profecias, homens se voltariam contra homens, irmãos contra irmãos, filhos contra os pais e daí por diante.

 Isolo-me em relfexão. O  mundo esta acabando  faz muito tempo...

O povo que nos comanda,  tem tudo (educação, saúde, comida na mesa, as maiores empresas do mundo, o maior poder do mundo) sai em corrida às lojas para comprar AR15. Pra que? Para matar criancinhas inocentes? O que quer este povo? E eu falo o idioma deles em desfavor do meu.

As empresas estão cada vez maiores, se fundindo umas as outras e tornando-se ainda maiores, dirigidas por megalomaníacas novos ricos, empresários que hoje exploram seus trabalhadores não mais pela  mais valia mas apenas para passar férias Nova York, comprar iphones, câmeras de circuito de segurança (para se protegerem das margens), Doce Gabana, Vitor Hugo,  tirar fotos no Central park, passear pela Quinta Avenida e nunca, em hipótese alguma, deixar de fazer umas comprinhas na Tiffany.

Em tempo, por aqui, enquanto falamos seu idioma, nossas escolas estão sucateadas, nossos jovens sem foco, nossos valores invertidos, nossos mendigos assassinados, nossos bêbados dirigindo e para muitos falta alimento básico. Esta sim, é a visão primária do inferno.

O Mundo já esta acabando faz tempo. Eu, aqui com meus pequenos problemas, compungida em quimeras. Só penso mandar que tudo mais vá pro inferno.Não sei o que fazer. Perco-me e espero o fim do mundo. Podem me chamar de maniqueista, nem sei o que é isto, mas continuo a sonhar com dias melhores em um mundo pobre de generosidade e rico de excentricidades egoístas. G.R.

sábado, 15 de dezembro de 2012

CORAGEM DO COTIDIANO




Dias difíceis, de cinza acinzentado, frustrantes e de desilusão. Cotidiano sem graça, como diria minha mãe em seu bom goianês: “sem pó”. Não haverá futuro já que ele é agora mas  um novo capitulo  entra em cena sem retrocesso. E tudo vai passando como filme na mente e no coração. Filme sem começo e sem fim, recheado de ilusões e milagres. Milagres são efêmeros. De esquecimento rápido.
É necessário desembaraçar-se das ilusões pois os dias vão passando sem graça e acinzentados. De fato, há momentos na vida em que as decisões passam para categoria de consequências. Nesta hora é preciso reconhecer este contexto para acompanhar o movimento da mudança sem causar danos ao aparelho vital.
É como relaxar e deixar a água levar porém é preciso entrar na água antes. A piscina está gélida!  O que fazer se o medo do afogamento ameaça afundar sua cabeça? A ansiedade de mudança bate na porta em precipitação. Se a resposta fosse fácil não teríamos prosas.
É preciso encarar as mortes cotidianas para se renascer em paz todos os dias. Renascer e morrer em cada célula, em casa respiração em cada olhar em cada ser. É preciso ter coragem para por o coração e a mente no mesmo lugar, encarar as verdades e as frustrações. Fundamentalmente é preciso ter coragem para desiludir-se e libertar-se. Acho que liberdade é um estado da mente...
 By Eu mesma.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

VER (-TE)



Compreender é libertador
Compreender é amadurecer
É como seguir a luz de uma lanterna
Começo a compreender (-te)...
É como ver sem olhos, sem letras, sem voz, sem frases, sem rosto, sem causas
É como ver apenas ver (-te)
by GL

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O TEMPO




Finge-se forte para sobreviver, para passar a turbulência, para que nunca tenham dela pena alguma. Inadmissível ainda que no  imaginário, alguém lhe dedique pena por suas quedas. Pavorosa possibilidade. Assim, se veste com a fantasia de guerreira, sobe no salto e faz pose. Se preciso se faz  agressiva e vai ao ataque.
Paga-se caro pela fantasia. Queria mesmo revelar sua sensibilidade, a alma de artista e algumas feridas causadas por amores esquizoides e admiráveis. Deseja se fazer carente, ter tempo para chorar viver a solidão.
Os dias estão difíceis, marrons, dias de turbulência. Tomara a sorte de águas calmas, de presente sem futuro e sem passado. O futuro sufoca, o passado entorpece. Não se faz viável nem um e nem noutro.
“O passado já é seu”. De onde vem lembranças de coisas boas que poderiam voltar. O futuro é uma paródia sobre a incerteza de não recuperar o passado.
O passado foi bem ontem, o futuro é longínquo, nunca chegará, só este presente turbulento. Talvez o futuro seja uma fraude. Quem sabe sorria a sorte de dormir  e acordar em paraíso, onde o verde é mais verde, o azul mais azul!  Lá não mal algum e não há futuro. Não existem lembranças do  passado. Apenas o sobrou dele. By G.R.

domingo, 2 de dezembro de 2012

PRIMEIRO DIPLOMA


Rumo ao primeiro ano. Os dentes não são mais os mesmos literalmente. A inocência ganha cara de sapequice querendo entrar na puberdade precocemente. Uma professora vai, vem outra (Eles não têm mais curvinhas, estão esticados, compridos, têm vontade própria) e nós, papai e mamãe lá chorando atoa, tirando foto de tudo, abraçando professoras que vão e fantasiando professora que vem.
Estamos nos graduando. É o primeiro diploma dele e mais um “sem fim” de medos, preocupações e anseios. É uma professora parafraseando Drumond, que alerta e alegra o porvir cheio de esperanças de que tudo seja ainda melhor. Temos uma nova chance.
Deixe prá lá as diferenças, deixe a mediocridades, deixe as ilusões... “Deixa de bobagem”, vem prá cá, vem dançar. Eles são os mais importantes e nós, as mulheres, mães, batalhadoras e solitárias somos o sonho deles que para sempre ocupam todos os vazios. São os diplomas de nossa vida. Nos graduamos mais uma vez vencedoras do futuro.
by mãe G.R.

LOBO URBANO

Louco e solitário lobo do mato divino
Quietude sagrada que canta o canto da selva de pedra
Lobo, louco solitário e divino
Sagrada pedra de selva que canta
glaucia ribeiro
dez-2012