ADEUS ANO VELHO, FELIZ ANO NOVO


Adeus ano velho, feliz ano novo 


2013 chega  rápido e promissor. Mais um ano! Ou, apenas mais um ano. Vem carregado de esperanças como todos os anos passados e futuros.

No Brasil, Babalorixás jogam os búzios; cartomantes põem as cartas. As igrejas estão cheias. Pastores e padres rezam, ensinam a rezar. Todos pedem paz e prosperidade.
Esperança é o nome que traduz. Nosso país está falido, e isto só digo por que sou trabalhadora, mãe, dona de casa e sei quanto custa o tomate. Ainda bem que não sou economista para saber o quanto nosso país está falido.
Está falida também a educação. A da escola, a da Igreja e a da família. As escolas são sítios de insegurança; as Igrejas sítios de ignorância e a família… Ah! A família está perdida no caminho do trabalho, no trânsito, no Google ou diante dos programas de TV. Estes,  feitos para substituir as brincadeiras infantis, deixando os filhos quietos enquanto os pais trabalham, ou leem o jornal. Se “ser digno é obter merecimento ético por ações pautadas na justiça, honradez e honestidade” estamos confusos em nossos valores, talvez nos perdendo de nossa história em meio a tantas informações e opiniões.
E agora?
Como ficamos, você e eu neste contexto? Quem vai nos salvar? O que vai nos salvar?
Lembro-me que na faculdade estudamos os filósofos e este texto foi o que mais me marcou: “Só através do trabalho é possível a recuperação de nossa dignidade.” Friederich Engels, 1876 em O Papel do Trabalho na Transformação do Macaco em Homem, postula com assertividade que “’O trabalho é a fonte de toda riqueza’, afirmam os economistas. Assim é, com efeito, ao lado da natureza, encarregada de fornecer os materiais que ele converte em riqueza. O trabalho, porém, é muitíssimo mais do que isso. É a condição básica e fundamental de toda a vida humana. E em tal grau que, até certo ponto, podemos afirmar que o trabalho criou o próprio homem.” Não há duvidas, é no trabalho que podemos encontrar novos caminhos, pra uma sociedade melhor e mais justa.
Resta, portanto uma questão: Se quem vai nos salvar é o trabalho, quem salvará o trabalho? Como gotas do oceano (que é por identidade exatamente o próprio oceano), este papel é de cada um que se propõe à consciência maior de que somos dotados de muito mais que inteligência cognitiva – somos capazes de transcender a própria sabedoria. Vivermos valores coerentes com ética, respeito e diferenças. Precisamos apenas exercitar a humildade. Se todos se integram neste pensamento, como um origami cheio de cores e efeitos, haveremos de construir o futuro promissor para as próximas gerações. Em 2013, 2014, 2015 e sempre.
Pensemos nisto! Vamos buscar, com o que há de bom em nós, a centelha divina – ela está dentro do peito, assim como as próprias sombras que é parte de nós. Reflito eu, reflitamos nós: Precisamos encontrar o caminho de felicidade, prazer e dignidade, mas isto não está catalogado no GPS.
Feliz 2013.
Gláucia Ribeiro é Gerente de RH do Grupo Empreza/ Goiânia
Revisão: Rosi de Moraes – jornalistahttp://www.empreza.com.br/blog/2012/12/adeus-ano-velho-feliz-ano-novo/

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