terça-feira, 14 de julho de 2015

INÍCIO

Em cada um de meus inícios fui ponto
Fui sonho
Fui som
Fui só
Ninho no ponto do inicio
Fui isto ou aquilo
Em cada inicio
Fui dom
Fui larga, palma
Ponto em cada ninho de meus inícios.

Glaucia Ribeiro

domingo, 24 de maio de 2015

ROSA COM CHANTILY


Rosa consternada sou eu
Rosa val que vem do mar
Meio onda meio areia
Feito lua- meio
Isto é meu samba
Sambinha de minha vida corriqueira
Sem delícias e de sabor impar
Abre janelas nas feiras
Da gente e da vida tambem


domingo, 17 de maio de 2015

DO SOL AO SILÊNCIO

Vou-me nestes dias de sol
De sol em solidão, à lua
De alma e coração lavados.
Vou-me na história bem vivida
De grandes emoções que ficam
De entrega e plenitude.
Levo da tristeza possibilidade de outras vidas
A ânsia de novas viagens.
Deixo o melhor de mim:
O silêncio.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

DESILUSAO

Acontece derrepente como uma surpresa de final de festa.
Choque de realidade sem eira nem beira, assim na respiração presa num peito desavisado.
A festa foi fantástica! Farta e promissora. 
O futuro parecia dourado em cores anis de doces e alfenins goianos.
Mas acabou.  "A luz apagou".
E a vida segue, rumo a novas ilusões.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

BICHO DO MATO ( Glaucia Ribeiro e Bruno Costa)

Minha vida é um tormento insessante!
Sinto-me.

Bicho acuado,
Do mato,
Desconhecido.

Cavalo de Aço
Cavalo de Fogo
(Quente ou frio?)
Cavalo de Tróia!

Tróia é falso!
Sou fraude!
Não!
Sou pedra.
Na imobilidade de uma árvore seca do cerrado hoje sou  de morte.

"Morte e vida severina!"

Fogo que retorce as árvores mas as mantem vivas, em tormenta.

Aço em labaredas por dentro vivas, como o fio da navalha.

Folhas secas de verde  olhos e as lágrimas   esfriam as labaredas do estábulo.

Coração psicótico preso em meu corpo de chamas!

Corpo em chamas vibrando  no peito em aço. 

terça-feira, 17 de março de 2015

PATRICK NA VIDA

Confie na vida
Ela é maior que todos nós e
Sábia
Existe por si.
Ela, a vida, é Deus.
É universo
É o cosmo inteiro que
Pulsa, pulsa, pulsa...
Escorre pelos dedos, pelo canto da boca, pelos pêlos.
Respeite a vida.
É dádiva.
Silencie-se
Dobre-se
Deixe que te inunde.
(Dedicado ao meu amigo Fabricio Maurício, que toma posse de sua jornada: A VIDA.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

MAÇÃ COM PIMENTA

Tens o cheiro rubro de minhas maçãs!
Quente e sólido e o sangue a pulsar-me nas entranhas

Tens o gosto apimentado e voraz de meus sentidos
Fluída e ágil e onda a queimar-me o corpo

Sombras, penumbras, relógios e figuras tremulantes  testemunhas nas paredes

Tens o poder dos deuses escondido num canto escuro que se confunde em sala, quarto e cozinha.

Salve o ácido deste vinho,  a magia desta dor que cessa, se lambuza, se farta bravia e louca.

MORTE E VIDA AMENDOIM


Vidaemorte que arranha,
Rasga-me  entranhas!
Arranca-me  da mata escura da ignorância, Aborta-me  o sonho
Do sonho de viver...
Como doce de leite, música, algodão...
Morteevida enviada,
Fazes- me amada, amante, errante, peregrina
Dá-me o poder de ser
Presente em frente
Rio que desce em desatino
Que corre nas veias e escorre pelos dedos
O meu gosto a se deliciar
E que vai ao mar, sambar, sonhar

MORTE EM PEDAÇOS


Ronda-me à morte de uma vida
Morre um nascer dos dias
Sonhos inteiros,
Uma morte inteira,
Sem vida.
Pedaços mutilados de uma vida inteira
Sem mortes.

Sonda-me a ousadia dos viveres
No espetáculo da crisálida,
Que morre lagarta
Nasce borboleta!
Descerro-me  numa barra do dia,
Leve  luz
Traz  noite, magia.

Assim caminha a humanidade:

um pé por pé, um pé dentro e outro fora, um a pé, de pé, sempre que dá pé. 

E os sonhos... estes cansam as poesias que cansam os poetas ocupados no viver.

E o viver tremula sob sol de verão ou primavera, a cada pôr e ao raiar.