domingo, 16 de novembro de 2014

ANJO SEDUCÃO

Um riso de menino
Feito moleque a correr no campo
Suas vergonhas inocentes a acalentar um sol inteiro
De luz que seduz inocentemente uma alma desprevenida.

Olhar inocente de menino
Emodurado em pele  fresca de quem canta com os passarinhos
Canto sagrado de uma noite  toda escura
A proteger  corações frágeis

By G.R. (homenagem a um um amigo esquisito)

domingo, 26 de outubro de 2014

SILÊNCIO

Há um silêncio em mim.
O canto de pássaros ao longe e no peito um vazio de esperanças sentadas
O peito  paralisado, não posso acessar.
Há um silêncio em mim.
É o silêncio da partida que anuncia a chegada.
Ou seria o silêncio da despedida que prenuncia a vida!
Há um silêncio de mim!
Uma porta que talvez se abra.
Que se abre.
Que se quebra!
Que vai. E que vem.

sábado, 13 de setembro de 2014

SOMBRAS E LUZ

Rasga o grito
Rompe-se a corda do tempo
Dor e riso confundem-se  em sombras e luz.

No peito um jardim florido
Um canto
Um espetáculo de vida
Uma emoção

Foto de Lúcia Leal - Caminho de Brasília

sábado, 2 de agosto de 2014

Renovação

Uma cortina nova tremula com um vento fresco quarto adentro.
As gavetas foram  esvaziadas e as  ilusões também.
Ficou o canto dos passarinhos nas árvores da pracinha, o barulho dos meninos batendo uma bola e ao longe, de vez em quando, o latido de um cão.
No horizonte um leve perfume de saudade que acena de lenços brancos a lembrar que o futuro reserva o novo
Foto de Sinésio Dioliveira :  Ferreirinho-relógio

sexta-feira, 25 de julho de 2014

LUZ E CORES

Feito luz!
Feito jasmins em jardins etéreos!
Consome-se a dor de uma alma liberta.
Quebra-se! em mil cores e flores.
Em mil amores...
Em gotas e doces
Uma espera ou reencontro
foto: Sinésio Dioliveira

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Estranhamento

Desconheço sua voz e seu tom
Dói-me a dor de uma vida inteira
Ou de um dia perdido numa mordida
Longe, a saudade já não toca, nem canta
Um canto vazio ocupa a alma
Feito concreto sobre  fendas
Desconheço  sua cor, seu dom.
Hoje...

segunda-feira, 9 de junho de 2014

QUERO A GENTILEZA DO AMOR

Eu quero a luz de meus dias
Quero a paz de minha vitória
Quero o caminho ensolarado de uma alma em paz
Eu quero o bem que me cabe
Quero o sorriso de minha entrega
Quero a brisa de  um coração aberto
Eu quero o cheiro da relva pela manhã
Quero a alegria de uma conquista
Quero a expansão da gratidão em um peito doador
Eu quero ser capaz de receber
Quero a inteireza da entrega

Quero a gentileza do amor

domingo, 25 de maio de 2014

A VIDA

Você recolheu a vida. 

Não pode mais oferecer frutos,  mem sombra. 

Ainda que seja uma bela figura poética e solitária, 

não pode absorver, 

não é mais capaz de alimentar-se. 

Assim permanecerá

como um tempo ou um vento parado.

Eu?! 

Sou vida que pulsa em mil cores.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

ESTACÕES

Uma parte de mim vai-se embora
Outra de mim, sonha e se demora
Uma parte de mim silencia -se
E  a outra, grita e expia
Uma parte de mim serena

Outra entristece e vai-se pra arena.
Que o futuro seja ouro, outro?
Que dirá o sonho,  cumpre-se?

Vida que cresce em traçado continuo,
Balanceado
Feito estações
Em papel fino e amarelado.

SILÊNCIOS

Os silêncios vão para a dor.
Ou para um recôndito qualquer de minha alma. 
 
Talvez venham para esperança,
Perseverança...
Fazem moradas em minha andanças. 

O silêncios fazem parceria na tolerância,
No cheiro doce do encanto
Em algum canto.