ENCONTRO


Dizem que quando um encontro está escrito nas estrelas, não há nada que possa impedi-lo. Talvez apenas o mau o possa fazê-lo. Mas, e quando acontecem os desencontros? Será que isto está também escrito nas estrelas? Como nos desencontramos?
Não crio e nem me acho em desencontros. É que em cada desencontro me encontro perdida de mim mesma e sei que cada perda pode ter sido um desencontro por um prisma e um encontro por outro. Um encontro com outro momento, dia, hora, instância ou possiblidades.
Melhor seria mesmo pensar nos encontros que se dão na convergência. Por mais que a vida possa parecer uma sucessão de desencontros e de divergências, a lei maior dirige o ser para o encontro com o improvável através da fé e da esperança.
Mesmo fechando olhos e ouvidos a razão, o encontro é inevitável para quem tem a crença inabalável em um bem maior. Talvez seja esta uma visão romântica e sonhadora, porém é a força motriz da vida – a busca eterna do encontro.
Esta busca do improvável é força que mantem a vida, mas também é dor que liquidifica a alma para transformar mentes e corações em outras mentes e corações.  E o amor cego ao improvável é o que faz poesia. Poesia para serem beijadas por seres humanos como um beija-flor beija suas flores. Poesias para alimentar a alma.
Para minha amguinha Giselle
fevereiro de 2013

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